Na sexta-feira (05), o Botafogo assinou um acordo vinculante com a GDA Luma para a venda da SAF. O clube carioca ainda precisa se acertar com Lyon e Eagle para que o comando da SAF passe para a GDA.
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A empresa americana formalizou a proposta de compra pelo valor de 105 milhões de dólares. O primeiro aporte será de 25 milhões de dólares, o Botafogo prevê que este pagamento aconteça na próxima semana, e este valor seria destinado a quitação de salários e dívidas.
Gabriel de Alba, dono da GDA Luma, se pronunciou após a assinatura do acordo vinculante com o Botafogo. “Vamos crescer o Botafogo como uma instituição de referência, com grandes conquistas esportivas e a mais alta reputação corporativa do Brasil e das Américas. Com união, disciplina, transparência e ambição, construiremos um clube que orgulhe seus torcedores dentro e fora de campo”, afirma.
No documento, o Botafogo se compromete a vender a SAF para Gabriel de Alba, que emprestou dinheiro à SAF do clube, em fevereiro. A venda, no entanto, só acontece após um acerto de valores com o Lyon e Eagle, o que encaminharia o desfecho das disputas judiciais entre as partes.
Em fevereiro deste ano, John Textor assinou um contrato de empréstimo com a GDA. O Botafogo relata que o empresário norte-americano penhorou suas ações com a empresa. Portanto, se aproximou da empresa de Gabriel de Alba, com o intuito de melhorar os termos deste empréstimo. Depois de meses de conversas, as partes se aproximaram para um acordo de venda da SAF.
John Textor não desistiu
Na última quarta-feira, John Textor esteve no Rio de Janeiro, onde falou com a imprensa. O empresário disse ainda ser dono da SAF do Botafogo e que se sentiu traído pelo clube associativo.
“O fato é: eu sou o dono de 90% das ações. Vai ser altamente disputado entre mim e Eagle Bidco. Mas a Eagle não tem o direito de vender ações que eu sou dono. Se eles fizerem isso, o comprador tem que estar consciente de que está comprando algo inválido. Mas deixa eu dizer quem não tem esse direito também. Um dia, vai haver a resolução de John Textor tem o direito das ações ou se a Eagle vai fazer o impossível e convencer o júri de que o documento diz o que o documento não diz. Mas um grupo (de acionistas) que não tem o direito de fazer isso (vender as ações) é o associativo. Nós temos essa crença de que o associativo pode fazer o que quiser, porque nós crescemos com ele, eles administram o clube. Mas eles tomaram a decisão, pelas leis que regem esse país, de ter 10% das ações. Eles não têm o direito de fazer isso. Fizeram um acordo com a GDA, eles me traíram, traíram o Durcesio, disseram a nós que outra coisa estava acontecendo. Eu acredito em tudo que estão falando e, agora, dizem que eles vão negociar para comprar as ações. Bem, vamos ver. Eles não são os donos, eu sou. O clube social tem que se responsabilizar pelo que tá acontecendo. O clube social quer ego, poder, quer o clube deles de volta”, disse.
O presidente do clube social do Botafogo, João Paulo Magalhães, rebateu as falas de Textor. Segundo ele, o próprio empresário norte-americano fez da GDA, “dona” da SAF do Botafogo e que foi necessária a conversa para melhorar os termos de contrato com a empresa de Gabriel de Alba. “Eu falei para ele o tempo inteiro, eu falei “Olha só, você está se aproximando de mim, você está conversando comigo, mas você não pode confiar em mim, eu não sou seu amiguinho, eu estou aqui pelo Botafogo, seu amiguinho é o Durcesio, confia nele. Você não pode confiar em mim”. Eu falei, eu falei isso para ele, olhando na cara dele várias vezes. A oferta de 50 milhões de dólares do Kia é menor que a oferta da GDA, que é de 105 milhões de dólares”, conclui João Paulo Magalhães.
Apesar de afirmar que ainda é dono da SAF, John Textor precisa comprovar através da justiça. Por isso, o empresário entrou com duas ações contra a Eagle, uma na Justiça do Rio de Janeiro, a outra, na Justiça da Flórida, nos Estados Unidos, em ambos os processos, Textor quer ser declarado dono das ações da SAF.
Textor foi afastado, não só do comando do Botafogo, mas da Eagle Bidco, após decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
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