O futebol tem o extraordinário poder de nos surpreender sempre mais, e na final da Copa do Mundo não será diferente. Em um embate entre um gênio que cravou seu nome no ponto mais alto do esporte e um que ainda busca seu espaço, quem ganha é o torcedor.
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Pela Argentina, Lionel Messi busca eternizar sua participação nas Copas com dois títulos seguidos, mas terá um jovem sedento por taça do outro lado. Lamine Yamal tem personalidade, provoca antes mesmo de a partida começar e costuma decidir, mas será suficiente?
Os argentinos entrarão em campo como se a vida deles dependesse daquilo — como outrora cantavam, darão o último título à Messi na Seleção. No mata-mata, até aqui, eles já mostraram que têm capacidade de sobra para viradas inacreditáveis, como fizeram com Egito e Inglaterra. Já demonstraram, além disso, perseverança e um físico invejável, vindo de duas prorrogações e um jogo em que se doaram 100% até o fim.
Já os espanhóis chegaram de mansinho, mas perigosos. Até aqui, sofreram apenas um gol na Copa, e foi da Bélgica, nas quartas. Na semifinal, eliminaram o rolo compressor francês, que nadava de braçadas para buscar a taça da competição em uma final que reeditaria a de 2022.
Do banho à final da Copa — o reencontro de Messi e Lamine

Nada supera o roteiro do futebol, e tudo isso que está acontecendo já estava marcado para acontecer há quase 20 anos atrás. Se coloque no lugar de um jovem Messi, sem toda badalação que conquistou merecidamente, e sem mostrar, ainda, que é um gênio do esporte.
Sua equipe, à época o Barcelona, fecha uma parceria com a UNICEF e você deve tirar uma foto fingindo dar banho em um bebê aleatório. 19 anos depois, este bebê — que agora é a nova cara do Barcelona — se torna um gênio do futebol e te enfrentará em uma final de Copa do Mundo. Se acontecesse em um filme, o espectador diria que é “mentiroso demais” ou “exagerado no enredo”, mas é a vida real.
A chance deste cenário acontecer era de 1 em 625 trilhões, algo que beira o impossível em qualquer situação normal, mas que nessa aconteceu. Como não crer que o livro do esporte trilhou todo esse caminho de maneira proposital para que o bastão se passasse entre os gênios do futebol?
Enfim, neste domingo (19), saberemos se um último tango acontecerá ou se o funk brasileiro, que ritma a vida do craque espanhol, prevalecerá no embate direto. Para os fãs desse magnifíco desporto, a chance de desfrutar do atleta que já ocupa um dos lugares mais altos, talvez o mais alto, trono no futebol, e daquele que inicia a jornada rumo ao panteão futebolístico.


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