O meia Philippe Coutinho chegou oficialmente ao Santos e reacendeu um debate antigo sobre saúde mental no futebol. Em fevereiro deste ano, o meia deixou o Vasco após uma passagem completamente esquecível pela equipe, sob pretexto de cuidar da mente.
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O momento da temporada, que iniciou mais cedo em 2026, não era bom, e a torcida cobrava melhorias. Em dado momento, durante uma péssima atuação contra o Volta Redonda, parte dos torcedores presentes no estádio entoaram ofensas à Philippe.
O meia deixou o gramado diretamente para o vestiário e sequer acompanhou o final do jogo no banco de reservas. Perfis de fofoca, à época, chegaram a especular sobre uma crise no casamento por conta do carnaval, mas sem qualquer prova factível. Poucos dias depois, o atleta anunciou sua rescisão com o clube que o criou, em um momento em que seria impossível buscar reposição para ele.
Cerca de sete meses depois, enquanto treinava por conta própria em uma academia no Rio de Janeiro, surgem informações de que Coutinho estaria à caminho do Santos. As apurações se confirmaram poucos dias depois, com Neymar recebendo o amigo no clube enquanto fazia exames para assinar contrato.
Em sua coletiva de apresentação, Philippe Coutinho falou sobre sua saúde mental, saída do Vasco e a decisão de voltar a atuar profissionalmente. As declarações, como eram de se esperar, não caíram bem entre os vascaínos, que acabaram recebendo a culpa por parte do problema psicológico do ex-camisa 10.
Ex-companheiros saem em defesa de Philippe Coutinho

Outros atletas, como Souza, que também não ocupa um bom lugar no coração vascaíno, saíram em defesa do agora camisa 11, que voltará a fazer dupla com Neymar após mais de 6 anos. De acordo com o ex-volante, ele chegou a orientar o amigo (que pediu sua contratação nas negociações pelo retorno), a não voltar naquele momento por conta da estrutura vascaína.
Mais uma vez, portanto, a declaração não caiu bem com a torcida, que inundou a sequência de comentários. Mas o questionamento é: até onde o torcedor pode chegar nas cobranças ao atleta?
O primeiro argumento que deve cair por terra com certa urgência é o do salário do atleta. Recebendo R$100 ou R$1 milhão, o jogador segue sendo humano e passa por questões que todos nós passamos.
No entanto, o atleta que chega no mais alto nível no futebol precisa ter cabeça para lidar com críticas, o que não aconteceu na passagem de Coutinho. Após a derrota na final da Copa do Brasil, onde o ex-camisa 10 teve mais uma atuação tímida, o torcedor estava machucado.
Somado ao péssimo início de temporada, era o esperado que, inevitavelmente, eles cobrariam quem deveria comandar a equipe em campo. Mas Coutinho nunca teve este perfil de liderança, nem nos tempos áureos de Liverpool, muito menos em seu fim de carreira.
O astro sempre teve um perfil mais tímido, constantemente tratado como “omisso”, apesar de seu refino técnico único. Agora, com Neymar para assumir o papel de líder, a tendência é de que o torcedoMesmo sem atuar há 15 rodadas, Léo Aragão segue entre os destaques da Série Br santista desfrute de uma versão melhor que o vascaíno desfrutou recentemente.
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