Nesta sexta-feira, no Ninho do Urubu, Léo Pereira foi homenageado pela marca de 300 jogos com a camisa do Flamengo. Na sequência, o zagueiro deu entrevista coletiva e não confirmou presença no clássico de domingo contra o Vasco. Ele se recupera de um corte profundo sofrido contra o Atlético-MG e foi desfalque diante do Estudiantes, na última quarta-feira.
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No radar de Carlo Ancelotti para disputar sua primeira Copa do Mundo, Léo Pereira revelou que está ansioso pela convocação final. O treinador italiano estará no Maracanã para assistir ao clássico no domingo.
Léo Pereira comenta sobre expectativa pra Copa do Mundo
— Se eu estiver na lista vai ser um sonho realizado, vou estar muito feliz. Se eu não estiver, vou estar torcendo por quem for representar o nosso povo. Cada dia que passa a ansiedade vai aumentando, eu sei que passa pela minha sequência no Flamengo, eu tenho que estar bem, não adianta só eu pensar no dia 18. Independente de ir ou não na última convocação, já tivemos exemplos de jogadores que só foram convocados na última. Como o Ancelotti já falou, a lista está praticamente fechada e eu espero que eu esteja.
—Tenho vários sentimentos dentro desses seis anos de Flamengo. Não só a minha carreira, mas a carreira de vários jogadores são feitas de altos e baixos. Tudo serve de lição e aprendizado. Acho que eu tinha que passar por essas coisas para me tornar o que sou hoje. Eu sou grato por todos os momentos, bons ou ruins, porque tudo foi importante na minha trajetória – e continuou:
— Você tem que ter uma conexão muito boa para que flua o trabalho, vou levar pessoas daqui para sempre na minha vida. Quero continuar fazendo história no clube, completar 350, 400 jogos. Se eu vier a falhar, eu sei que a cobrança vai vir. O futebol é jogo a jogo, no Flamengo você tem que mostrar a cada jogo o porque merece estar no clube. Quanto mais rápido eu absorvi isso, as coisas passaram a fluir para mim. Mudei a mentalidade, os resultados vieram, o carinho da torcida veio. No começo foi bem ruim do ponto de vista do torcedor, e eu entendo porque não entreguei o que era esperado. Eu fui resiliente e consegui dar a volta por cima.

Léo Pereira comenta preocupação com lesão pré Copa do Mundo
– A gente vive a expectativa, mas quando entra em campo é muito difícil controlar. Nós vamos jogar contra o Vasco, e se eu tiver jogando, eu não vou querer saber se estou com corte ou não na perna, vou para o choque, para o contato. Claro que é preocupante quando o jogador cai, é uma atenção maior. Todo mundo que vai a campo dá o seu melhor porque está sendo visto. Tem que estar bem no clube primeiro para depois pensar em Seleção e Copa.
Léo Pereira avalia os 300 jogos pelo clube
– Meu início foi difícil e, com a chegada do Dorival, eu me tornei titular, mas tinha tido outras oportunidades. Eu nunca me escondi do jogo, sempre quis estar disponível. Foram muitas pressões entre 2020 e 2021, demissão de vários técnicos. Eu sempre tive característica de me expor e ajudar da melhor maneira. Tive oportunidade para sair, muitas pessoas internamente me ajudaram, e uma dessas foi o Marcos Braz.
-O Dorival chegou e teve uma conversa franca comigo, mandou eu me preparar porque eu teria oportunidade. Eu me preparei, sabia que ali poderia estar a minha última oportunidade no Flamengo. Aconteceu, eu tive oportunidade com o Dorival, fui consistente, fiz um bom trabalho e ajudei a equipe e fiquei no time. Tinham jogadores que eram titulares, com histórias mais fortes e encantadoras do que a minha, mas Deus me abençoou muito. Não tem como esquecer a oportunidade que o Dorival me deu.
– O melhor momento é hoje. Expectativa de Copa do Mundo. Estou vivendo o meu melhor momento, bem fisicamente e mentalmente. O pior foi o início, tiveram momentos que atuei mal, entreguei gol, fiz gols contra…
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