O Brasil venceu o amistoso diante da Índia, o terceiro e último dessa Data Fifa, mas a atuação foi digna de fim de churrasco. O placar, que ainda assim foi elástico, não chegou nem perto de refletir o que se esperava do jogo em ambas as etapas.
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Dentre atletas que já estão fixos nas convocações e aqueles que ainda buscam seu lugar com a Amarelinha, poucos mostraram uma mínima vontade em campo. O destaque, positivamente falando, foi Samuel Lino, que marcou duas vezes e atuou bem desde que entrou para substituir Vini Júnior. O camisa 7 do Real Madrid, no entanto, foi o pior em campo, demonstrando diversas vezes uma displicência que não condiz com o tamanho do país.
Enfrentar a Índia, país onde o futebol não chega nem perto de ser o esporte principal, de fato pode ser desmotivador para os grandes craques. Entretanto, o torcedor indiano, que tanto celebra as vitórias brasileiras e apoia nosso país, merecia uma atuação com ar de seriedade vinda do plantel.
Seriedade esta que, por diversas vezes, não vimos sequer em partidas de Copa do Mundo. Não à toa, o Brasil caminha para 28 anos sem vencer uma edição do torneio. Além disso, acumula eliminações frustrantes e precoces para o maior campeão do mundo.
Em campo, nem toda atuação é trágica

Apesar do desempenho fraco em todos os três amistosos desta pausa, nem toda notícia é uma tragédia para o torcedor brasileiro. Alguns atletas demonstraram que estão ganhando (ou recuperando) a confiança e que podem se destacar até 2030.
No confronto deste sábado, a boa notícia fica por conta de Pedro Morisco, que apesar de não ser o esperado em um jogo com uma diferença tão grande técnica, foi muito bem quando precisou. Estêvão, do Chelsea, foi outro nome que mostrou estar retomando o bom futebol após a grave lesão que o tirou da Copa do Mundo.
Além disso, claro, Samu Lino aproveitou a oportunidade e não hesitou na hora de estufar a rede. Pedro, companheiro de Flamengo, marcou, mas parecia distante do que entrega no futebol brasileiro.
Fato é que o brasileiro merecia mais nos três amistosos, em resultados e performance. O saldo, no entanto, analisando friamente, não é negativo, já que não perdeu — o que seria uma tragédia neste contexto. Ancelotti segue se isentando de críticas duras por estar em teste e início de seu primeiro ciclo completo, mas também precisa mostrar mais ao torcedor.
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