Tiquinho Soares foi apresentado pelo Botafogo na tarde desta quinta-feira (27). O atacante respondeu às perguntas de repórteres na coletiva e falou sobre velhos conhecidos no clube, problemas extracampo nos últimos clubes que atuou e sobre o seu carinho pelo Botafogo e a torcida.
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O atacante abriu a coletiva declarando a alegria de retornar ao Botafogo. “Estou muito feliz por voltar para casa, para o lugar onde sempre quis estar. Meu empresário sabe muito bem disso. Quando cheguei pela primeira vez, ainda não entendia o que era o Botafogo. Depois de tudo que vivi no clube, sei o que ele representa para mim e para a minha família”.
Ele também destacou o carinho que recebe de torcedores e funcionários do clube, mesmo quando jogou contra o Botafogo. “Quando vim jogar com o Santos e pelo Mirassol, recebi o carinho de todos os torcedores, de todo o clube, do segurança a cozinheiro. Muito feliz, de verdade. Não estou falando da boca para fora nem para agradar ninguém, porque eu estou aqui pelo meu coração mesmo”.
Legado e status de ídolo
Questionado sobre o legado que quer deixa no clube, Tiquinho respondeu. “Eu quero deixar de legado o meu espírito, a minha vontade de estar aqui, o meu desejo. Uma coisa que eu sempre faço, que é nunca desistir, é ser leal. Todo mundo sabe como eu sou leal com meus companheiros, com todos os grupos que eu passei.”
Com longa carreira no futebol europeu, Tiquinho revelou que não desejava retornar ao Brasil antes da primeira passagem pelo Botafogo. Porém, o pedido de seu pai motivou seu regresso ao cenário nacional. “A história com o Botafogo começou quando meu pai falou: “Vem, porque não aguento mais ficar sem assistir aos seus jogos”. E aí apareceu o Botafogo. Eu não tinha noção do que meu nome poderia representar aqui. As coisas foram acontecendo, fiz meus gols e fui conquistando o carinho da torcida e dos funcionários. É difícil explicar. O Botafogo é diferente.”
Posteriormente ele comentou sobre status de idolatria no Botafogo. “Ídolo não digo, mas ter tanto carinho da torcida é algo que eu levarei para sempre no meu coração. Me alegra muito.”
A passagem passada e a expectativa para o futuro

Tiquinho destacou as diferenças e similaridades entre suas passagens. “Está tudo diferente, mais bonito e organizado. Quando cheguei, em agosto de 2022, o clube também passava por um processo de reconstrução. Fiz parte daquele momento e quero fazer parte deste também”. O atacante também falou sobre o sentimento de poder atuar pelo clube até o fim do ano. “Quero viver esses quatro meses da melhor maneira possível, ajudar o Botafogo e meus companheiros. Sempre dei a vida pelos clubes por onde passei, mas aqui estou mais motivado do que nunca”, completa.
Dificuldades nos clubes paulistas
O atacante citou, sem entrar em muitos detalhes, problemas enfrentados nas passagens por Santos e Mirassol. “Será que eu não fui bem ou não me deixaram ir bem? Se eu for falar aqui sobre o extracampo, é capaz de rolar até processo. Será que eu não fui bem ou não me deixaram ir bem?”
Apesar das dificuldades, Tiquinho disse posteriormente na coletiva ter sido feliz por poder atuar pelas duas equipes paulistas.
Relação com Cabral e jovens atletas
Apesar de chegar para disputar uma posição, Tiquinho se dispõe a ajudar Arthur Cabral, que vive fase ruim. “Todo jogador passa por fase ruim, isso é normal. Só vi dois que não passaram por fase ruim: Cristiano Ronaldo e Messi. O resto todo passa, entendeu? Mas estou aqui para ajudar meus companheiros, para ajudar o Cabral no que for preciso e a gente se ajudar. O intuito maior aqui é ajudar o Botafogo, não é só um jogador, porque ele não joga sozinho, o Cabral não joga só, é um coletivo.”.
Tiquinho também comentou sobre os jogadores jovens da equipe e revelou que assistia o Botafogo sempre que possível. “Já falei do Montoro em outra entrevista, tem o Medina, que joga muita bola, além do Kadir. Tem também os meninos que estão subindo, como o Justino, que tem uma carreira muito promissora, e o Huguinho, que joga muito. É um grupo muito bom e focado. Chego para agregar, ajudar meus companheiros e também os mais novos. E vou puxar a orelha quando precisar.”, completa Tiquinho.
Reencontro com velhos conhecidos
O jogador falou sobre rever companheiros de longa data. “No grupo, me sinto em casa. Tenho o Alex Telles, que é meu parceiro e foi uma das pessoas que ajudaram nesse retorno, além do Vitinho e de outros companheiros de 2024. Estou feliz demais.” Ele cita da parceria com Júnior Santos. “A gente já entrosado de vida, né? [risos]. É uma dupla que já está entrosada, todo mundo acompanhou.”
Condicionamento físico e aptidão para o clássico contra o Flamengo

Sem clube desde julho, Tiquinho revelou que se manteve ativo, realizando treinamentos, mas prega cautela. “Eu estou treinando, estou treinando em casa, estava treinando, como eu falei. Não adianta colocar tudo “vai, joga”, porque se não depois eu me machuco, aí acaba isso aqui, aí eu estou lascado. Então é uma coisa a se pensar com os preparadores físicos, com a comissão técnica.”, relata.
O atacante acrescenta. “Mas é claro que trabalhar sozinho é muito diferente de treinar com o grupo. Estou evoluindo a cada treino e acredito que, o mais rápido possível, vou estar apto para jogar e ajudar meus companheiros. Não estou mal, mas também ainda não estou no meu melhor nível.”, conclui.
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