O atacante Mariano Díaz voltou a vestir a camisa da Seleção da República Dominicana após mais de uma década e reforça um novo momento vivido pelo futebol do país. O jogador, que estreou em 2013 em um amistoso contra o Haiti, quando marcou um gol no empate, se afastou da equipe nacional em meio à falta de estrutura e de um projeto competitivo consistente.
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Na época, a federação enfrentava dificuldades logísticas e organizacionais, o que afastou atletas que atuavam na Europa. O cenário começou a mudar após a inédita classificação dominicana para o Mundial Sub-20 e para os Jogos Olímpicos, impulsionando melhorias estruturais e maior credibilidade no trabalho desenvolvido.
Com a evolução, a seleção passou a contar novamente com jogadores que atuam no exterior. A integração entre a equipe principal e a base olímpica fortaleceu o grupo, que também ganhou nomes importantes como Pablo Rosario. A subida para a Liga A da CONCACAF Nations League consolidou esse avanço e foi determinante para que Mariano reconsiderasse sua posição.
Convocado novamente em março de 2025, o atacante atuou apenas uma vez, contra Porto Rico, priorizando negociações para retomar sua carreira na Europa. Posteriormente, também ficou fora das Eliminatórias da Copa do Mundo e da Copa Ouro, ao evitar desgaste físico enquanto defendia o Deportivo Alavés.
Agora, Mariano demonstra novo compromisso com a seleção. Após o empate por 2 a 2 contra a Nicarágua, o jogador afirmou que pretende seguir disponível e deve atuar no amistoso contra Cuba. A atual Data FIFA representa uma oportunidade estratégica para a República Dominicana consolidar seu crescimento e reintegrar seu principal nome.
Nascido em Premià de Mar, na Espanha, Mariano optou por defender o país de origem familiar. O atacante construiu carreira majoritariamente no futebol espanhol, com passagens por Real Madrid, Sevilla FC e o próprio Alavés, além de uma temporada no Olympique Lyonnais.
Aos 32 anos, ele acumula uma trajetória vitoriosa, com títulos expressivos pelo Real Madrid, incluindo duas UEFA Champions League, três edições de La Liga e dois Mundiais de Clubes, reforçando sua relevância como o jogador mais conhecido da história recente da seleção dominicana.
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