A IFAB (International Board), definiu novas regras para o futebol, que valerão à partir da próxima Copa do Mundo, que acontecerá no meio do ano. Sendo assim, na próxima temporada europeia, já teremos as medidas em plena aplicação durante as partidas.
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Dentre as novidades, estão as contagens regressivas para cobranças de tiro de meta e lateral, que deverão acontecer em, no máximo, cinco segundos. Além disso, a substituição terá o prazo máximo de dez segundos para a conclusão, evitando assim que jogadores que estejam ve—ncendo façam cera na saída.
O VAR também terá novas atribuições nas novas regras da IFAB, afinal, poderá revisar escanteios e segundo cartão amarelo. Anteriormente, vale lembrar, o árbitro de vídeo só podia interferir em lances de pênalti, expulsão direta e possíveis irregularidades em jogadas que originaram gols.
Lei “Anti-Prestianni” também pode entrar em vigor

A International Board estuda, também, adotar medidas para evitar que atletas cubram a boca durante discussões com adversários, como ocorreu no confronto entre Benfica e Real Madrid, em que Vini Júnior alegou ter sofrido racismo do argentino Prestianni. O atacante da equipe portuguesa, inclusive, foi suspenso preventivamente do jogo de volta, enquanto a UEFA segue investigando o caso, que comoveu o mundo em mais um episódio revoltante com o atacante brasileiro.
Vale ressaltar que a Copa do Mundo 2026 acontecerá em três países: México, Estados Unidos e Canadá. Os dois primeiros, atualmente, enfrentam um princípio de crise — no México por conta do assassinato do narcotraficante El Mencho enquanto os EUA enfrentam revoltas por conta do ICE e se vê à beira de um conflito internacional com o Irã.
O que acontecerá caso as novas regras sejam descumpridas?
A IFAB definiu algumas consequências para as equipes que descumprirem suas novas regras. Em caso de demora para cobrar o tiro de meta, o time será punido com um escanteio para o adversário. Já no caso do lateral, a cobrança sofrerá uma reversão e, sendo assim, o adversário cobrará.
Já nas substituições, caso ultrapasse os 10 segundos propostos, o atleta que substituirá o companheiro deverá aguardar 1 minuto para ingressar no campo de jogo. O tempo é o mesmo para jogadores que precisem de atendimento médico, que também permanecerão por 1 minuto fora de campo antes de retornar.
Em caso de interferência do VAR em escanteios, não será necessário que o árbitro vá até o monitor, uma vez que os assistentes se comunicarão com ele. Além disso, possíveis erros em expulsões por segundo amarelo também passarão por revisão.
Na minha opinião, as medidas são muito boas na luta pela extinção de erros de arbitragem, mas a realidade pode ser bem diferente. Assim como o princípio do VAR, que veio supostamente para acabar com todos os erros, sem sucesso, poderemos ver, no Brasil, uma arbitragem condicionada pelos árbitros de vídeo.
Por outro lado, urge a necessidade de que os juízes sejam quase que doutrinados para que realizem a contagem dos cinco e dez segundos sempre. Atualmente, temos a contagem do tempo em que o goleiro permanece com a bola na mão durante o jogo, mas ela raramente entra em prática.
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