O futebol se transformou em um negócio, com modelos e parâmetros empresariais, mas nunca deixou de dialogar com a rua, a pista, o corre e a resenha de balcão. Aliás, essa relação rasga os limites da conversa. O mundo da bola se inspira na cultura e suga sua interessância para se manter popular e relevante. Uma vez que consegue, também é capaz de alimentar a sociedade com os fenômenos de comportamento que brotam dentro do campo.
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É dessa dinâmica circular que nasce o personagem da foto: o Lobisomen de Bambuí. Em 9 de agosto de 2009, a repórter Ana Carolina Diniz publicou no jornal Expresso e no site do EXTRA: “Moradores de cidadezinha afirmam que um homem vira lobisomem nas noites de lua cheia”. O lugar em questão é Bambuí, distrito de Maricá, litoral do Rio de Janeiro.
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A matéria relata que as ruas estavam ficando vazias porque os moradores temiam um homem comum da comunidade que se transformava num lobisomem. Tanto que criaram seu próprio toque de recolher. Ninguém soube até hoje de um ataque, mas a criatura estaria rodando por aquelas bandas há cinco décadas…
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Quase oito anos atrás, em 1° de março de 2018, na mesma cidade, foi fundado o Maricá Futebol Clube, representante local nas divisões de acesso do Campeonato Carioca. O projeto prosperou, subiu à Série A e o jogo passou a ser uma atração, que também ganhou novos elementos de entretenimento. Entre eles, o mascote. E quem melhor do que o Lobisomen de Bambuí para intimidar os adversários que visitam o Estádio Municipal João Saldanha?
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Da mitologia grega às fofocas. Do medo noticiado nas páginas de jornal à sensação nas partidas do Maricá FC: o, agora, queridão Lobisomen de Bambuí.
Maricá Futebol Clube e o Lobisomen de Bambuí
2 min

O Lobisomen de Bambuí é o mascote do Maricá Futebol Clube

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