Davide Ancelotti x Artur Jorge: Tem comparação?

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Artur Jorge e Davide Ancelotti | Fotos: Vítor Silva/BFR

Com a marca de 10 jogos alcançados por Davide Ancelotti, comparações surgiram com o nome de Artur Jorge, treinador que marcou a história no glorioso em 2024. Ao tomar o lugar de Renato Paiva, demitido após o Super Mundial, Davide busca reviver o Botafogo que encantou sua torcida e que conquistou a América e o campeonato brasileiro.

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Início de Artur Jorge

Ao assumir o Botafogo, Artur Jorge se deparou com um cenário turbulento. O time estava com a moral baixa devido a 2023 e precisava se reerguer, sem contar o péssimo início da Libertadores na época. Mesmo assim, nos seus 10 primeiros jogos, o treinador português implementou sua maneira de jogar e, aos poucos, foi mudando o time carioca.

O desempenho de Artur Jorge nesse período foi bastante positivo, com seis vitórias, um empate e três derrotas. Esse aproveitamento, de cerca de 63%, foi superior ao de técnicos anteriores como Luís Castro e Tiago Nunes em seus inícios no clube.

A principal marca de Artur Jorge foi a busca por um futebol mais ofensivo e vertical. Ele organizou o time para ser mais direto, explorando a velocidade de seus jogadores, principalmente a de Luiz Henrique. A formação com quatro atacantes em certos momentos se tornou uma de suas assinaturas, buscando sufocar o adversário e criar volume ofensivo. Essa abordagem se mostrou eficaz, com o time conseguindo grandes goleadas e jogos dominantes, o que foi dando confiança para a equipe e a torcida.

A virada na chave da Libertadores foi um dos grandes feitos desse início de trabalho. A vitória crucial sobre o Universitario, na terceira rodada, recolocou o Botafogo na disputa pela vaga. Além disso, a equipe começou a apresentar maior consistência defensiva com o passar dos jogos, mostrando que o foco não era apenas no ataque, mas em um equilíbrio tático.

Momento de Davide Ancelotti

A chegada de Davide Ancelotti ao comando do Botafogo, em um momento também de altos e baixos. Com Renato Paiva sendo extremamente questionado pela torcida, Davide chegava com a missão de acalmar os nervos e plantar seu estilo de jogo, que até então não era conhecido. Seus primeiros 10 jogos foram marcados pela busca por aprimorar o que já vinha sendo feito e, ao mesmo tempo, introduzir novas ideias.

Ancelotti teve um início com um aproveitamento de 66%, o que o fez ser o técnico com o melhor início de trabalho na era Textor.

Ele resgatou a filosofia ofensiva de Artur Jorge, contando com 4 jogadores de ataque no time titular. Davide também demonstrou um foco em explorar a inteligência tática de seus jogadores, como a atuação de Savarino, que variou entre atuar nas costas da defesa adversária e ajudar na saída de bola.

Embora o início tenha sido vitorioso, a ineficácia em converter o grande volume de oportunidades em gols foi um ponto de atenção. Ancelotti, em coletivas, chegou a lamentar as chances desperdiçadas, o que demonstra uma área para ser trabalhada. No entanto, o seu time se mostrou muito competitivo e com um estilo de jogo sólido. A capacidade de manter a equipe no G-6 do Brasileirão e com bom desempenho nas copas evidenciou que Ancelotti não só deu continuidade ao bom trabalho, mas conseguiu elevar o nível coletivo da equipe.

Conclusão

Ao analisar o desempenho dos treinadores nos primeiros 10 jogos no Botafogo, fica claro que ambos conseguiram demonstrar uma marca positiva.

Artur Jorge chegou para arrumar a casa e rapidamente resgatou a confiança do elenco e da torcida, com um futebol direto e ofensivo que gerou resultados imediatos. Sua gestão foi fundamental para reestruturar o time e pavimentar o caminho para a temporada de sucesso.

Davide Ancelotti, por sua vez, encontrou um cenário mais equilibrado e se apoia na confiança de Textor em relação a ser seu primeiro trabalho como técnico de ofício. Ele demonstrou que o Botafogo tinha potencial para continuar a brigar por títulos, mesmo esbarrando em alguns problemas de planejamento.

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Caio Cruz

Caio Cruz

Estudante de jornalismo, amante dos estádios, do futebol raiz, das praias e de tudo aquilo que o Rio de Janeiro pode proporcionar. Gosto de contar e ouvir histórias, mas prefiro escrevê-las.

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