Empresário confessa manipular jogos e diz que Textor “não é tão louco assim”

William cita que soltará mais provas em breve

O empresário William Rogatto, acusado de ser o principal mentor de esquema de manipulação de jogos no Distrito Federal, deu forte depoimento para a CPI de Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas no Senado Federal terça-feira passada (8/10).

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Rogatto confessou ter contaminado jogos de competições nas 26 unidades da federação e no Distrito Federal. Ele ainda diz que é conhecido como “Rei do Rebaixamento”.

“Rebaixei 42 times e sou conhecido como rei do rebaixamento, mas não dá para ganhar dinheiro sem rebaixá-los. Não estou matando ninguém, roubando ninguém, o sistema é falho. Estou indo contra o sistema. A criação da máquina me favoreceu, encontrei a brecha”, afirmou.

O empresário teria atuado no Candangão 2024. Segundo Romário, o nome do empresário aparece em interceptações de mensagens, mencionando pagamentos a jogadores aliciados, realizando apostas fraudulentas e conversando com interlocutores sobre os lucros obtidos.

“Textor não é tão louco assim”

Rogatto citou John Textor, dono da SAF do Botafogo, que vem apresentando fortes falas sobre manipulação de partidas do Campeonato Brasileiro.

“Vocês falaram do John Textor, não é? Não sei as provas que John Textor tem, tá? Mas uma coisa eu posso falar: as pessoas que trabalharam para mim também trabalharam contra ele nesse campeonato, e as pessoas falam que não. Não estou aqui para enfrentar… Leila [Pereira, presidente do Palmeiras], não quero te enfrentar jamais, não estou falando que você fez ou não, está bom? Mas eu te garanto que o John Textor não está totalmente errado. Mas, enfim, é só pra você entender a dimensão em que está o futebol, cara. Entende? O que o chamam de louco, ele não é tão louco assim”, cita Rogatto.

Rogatto foi questionado sobre se tinha participado de jogos citados por Textor, como São Paulo x Palmeiras e Palmeiras x Vasco de 2023. E respondeu de forma lacônica:

“Vou falar mais uma vez, vou deixar entre linhas… Esses são grandes, literalmente. Não posso vir aqui e enfrentar a Leila, não vou, isso é loucura da minha cabeça. Não vou enfrentar o presidente do São Paulo, não tem lógica. [Denúncias levantadas por Textor] Tem fundamento, total…”, disse.

Árbitros

O empresário também confessou que trabalhou diretamente com árbitros para manipulação de jogos, incluindo os do quadro da FIFA.

“Um árbitro hoje ganha em torno de R$ 7 mil por jogo. Eu pagava R$ 50 mil para ele. Você não acha estranho um árbitro que vai para o VAR e ele dá um pênalti, mesmo com o VAR falando? Eu acabei de fazer um jogo na Colômbia, na primeira divisão, eu tenho aqui os vídeos dos dois árbitros que trabalharam para mim na Colômbia. O árbitro ganha pouco. O gatilho do futebol está na máfia, da federação e da CBF. Você acha que um árbitro, com a responsabilidade que tem, ganhar R$ 6 mil… É claro que eu vou chegar nele: “Marca um pênalti, dá cartão para fulano de tal e te dou R$ 50 mil”. Desculpa, mano! É tão simples”, reforçou.

O empresário disse na CPI que pretende mostrar mais provas. No entanto, ele mora em Portugal. Sendo assim, os senadores membros da CPI prometeram viajar até o local para ter uma reunião particular.

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